ANATOMIA HUMANA

1 INTRODUÇÃO

CONCEITOS:

É o estudo da estrutura de um organismo e
das relações entre suas partes (SPENCE,
1991).

É ciência que estuda, macro e
microscopicamente, a constituição e o
desenvolvimento dos seres organizados
(DANGELO E FATTINI, 1995).

Anatomia macroscópica é o estudo da
morfologia por meio de dissecação a olho nu
ou com pequeno aumento, tal como o de uma
lente manual. O estudo da anatomia
microscópica é o estudo da estrutura com o
auxílio de um microscópio (GRAY, 1988).

VARIAÇÃO ANATÔMICA NORMAL:

• Diferença na constituição morfológica
entre indivíduos
• Fatores gerais de variação
• Idade
• Sexo
• Raça

Bióti
• Longilíneos
• Brevilíneos
• Mediolíneos

• Evolução

POSIÇÀO ANATÓMICA:

• Posição padronizada para o estudo
• A posição anatômica é obtida quando
o corpo está ereto, pés unidos,
membros superiores colocados ao lado
do corpo, palmas das mãos voltadas
para frente, dedos estendidos,
polegares afastados do corpo.
e supinação

TERMOS DE DIREÇÀO:

• Os termos usados para indicar direção
são considerados aos pares, cada um
indicando uma direção oposta

• Anterior (ventral) - refere-se à frente
do corpo

• Posterior (dorsal) - refere-se à parte
posterior, o dorso

• Superior (cranial) - significa voltado
para a cabeça

• Inferior (caudal) - significa afastado
da cabeça

• Medial œ voltado para o plano
mediano do corpo

• Lateral œ afastado do plano medial do
corpo

• Proximal œ mais próximo de qualquer
ponto de referência

• Distal œ afastado de qualquer ponto de
referência

• Superficial œ localizado próximo ou
na superfície do corpo

• Profundo œ localizado mais afastado
ou mais profundamente da superfície
do corpo do que as estruturas
superficiais

TERMOS REGIONAIS:

• Os termos regionais referem-se às
partes específicas do corpo
• Cervical: refere-se ao pescoço
• Torácica: região do corpo entre o
pescoço e o abdome
• Lombar: região do dorso entre o
tórax e a pelve
• Sacral: a região mais inferior do
tronco, logo acima das nádegas
• Plantar: a sola do pé; o —peito“ do pé
é a face dorsal
• Palmar: a face anterior da mão; a face
posterior é a face dorsal
• Axila: a depressão situada na face
inferior da região de união entre o
membro superior e o tronco
• Virilha: junção entre a coxa e a
parede abdominal
• Braço: o segmento do membro
superior entre o ombro e o cotovelo
• Antebraço: o segmento do membro
superior entre o cotovelo e o pulso
• Coxa: segmento do membro inferior
entre o quadril e o joelho
• Perna: segmento entre o membro
inferior entre o joelho e o tornozelo

CAVIDADES DO CORPO:

O corpo contém duas cavidades
principais, conhecidas como
paquímero visceral e paquímero
neural.


Dorsal (posterior)
Cavidade craniana œ aloja o encéfalo
Cavidade vertebral œ que contém a medula
Ventral (anterior)
Cavidade torácica
Cavidade abdominal
PLANOS, EIXOS E MOVIMENTOS DO
CORPO:
No estudo da anatomia é comum visualizar
o corpo cortado ou seccionado em vários planos
de referência. Três planos cardinais
imaginários dividem o corpo em três
dimensões, são os planos de secção. Temos
ainda os planos de delimitação do corpo
humano, que são tangentes à superfície
corpórea.

PLANOS DE SECÇÀO:

• Plano longitudinal ou plano sagitalmediano: divide o corpo verticalmente em metades direita e
esquerda.
• Plano frontal ou coronal: divide o
corpo em metades anterior e posterior.
• Plano transversal (transverso) ou
horizontal: divide o corpo em
metades superior e inferior.

PLANOS DE DELIMITAÇÀO:

• Plano ventral ou anterior
• Plano dorsal ou posterior
• Planos laterais direito e esquerdo
• Plano cranial ou superior
• Plano podálico ou inferior

EIXOS:

São linhas imaginárias traçadas no
indivíduo considerado incluído em um
paralelepípedo.

Eixo sagital, antero-posterior,
unindo o centro do plano ventral ao
centro do plano dorsal. É um eixo
héteropolar pois suas extremidades
Eixo longitudinal, crânio-caudal,
unindo o centro do plano cranial ao
centro do plano podálico. É
héteropolar.
Eixo transversal, látero-lateral,
unindo o centro do plano lateral
direito ao centor do plano lateral
esquerdo. Este é homopolar pois suas
extremidades tocam em pontos
correspondentes do corpo.



MOVIMENTOS:

• Flexão, extensão, hiperextensão,
dorsiflexão e flexão plantar: ocorrem
no plano sagital com eixo frontal
• Abdução, adução, flexão lateral,
elevação, flexão radial e ulnar:
ocorrem no plano frontal com eixo
sagital


• Rotação medial e lateral, eversão e
inversão, supinação e pronação,
abdução e adução horizontal (coxa e
braço): ocorrem no plano transverso
com eixo vertical
• *Circundução: combina flexão,
extensão, abdução e adução em uma
articulação. Ocorre no plano diagonal
(plano de movimento orientado
obliquamente aos planos tradicionais).

corpo cortado ou seccionado em vários planos
de referência. Três planos cardinais
imaginários dividem o corpo em três
dimensões, são os planos de secção. Temos
ainda os planos de delimitação do corpo
humano, que são tangentes à superfície
corpórea.

2. SISTEMA ESQUELÉTICO

O esqueleto humano é um endoesqueleto œ
isto é, está colocado entre os tecidos moles do
corpo. É uma estrutura viva capaz de crescer,
se adaptar e se reparar.

FUNÇÕES DO ESQUELETO:

O esqueleto desempenha várias importantes
funções: suporte, movimento, proteção,
estoque de minerais e formação de células do
sangue (hemopoiese).

Suporte: o esqueleto atua como arcabouço do
corpo, dando suporte aos tecidos moles e
promovendo pontos de fixação para a maioria
dos músculos.

Movimento: Pelo fato de muitos músculos
estarem fixados ao esqueleto, e muitos ossos
se relacionarem (articularem) por articulações
móveis, o esqueleto desempenha um papel
importante na determinação do tipo e
extensão do movimento que o corpo é capaz
de fazer.

Proteção: O esqueleto protege de lesões
muitos órgãos internos. Através de sua
estrutura aloja e protege o cérebro, medula,
órgãos torácicos, bexiga e órgãos
reprodutores.

Reserva de Minerais: Cálcio, fósforo, sódio,
potássio e outros minerais são estocados nos
ossos do esqueleto. Estes minerais podem ser
mobilizados e distribuídos pelo sistema
vascular sangüíneo para outras regiões
conforme sejam requeridas pelo corpo.


Hemopoiese (formação de células do
sangue): Após o nascimento, a medula óssea
vermelha de certos ossos produz as células
sangüíneas encontradas no sistema
circulatório.

CLASSIFICAÇÀO DOS OSSOS:

Ossos Longos: A maioria dos ossos dos
membros superiores e inferiores têm um eixo
longo, isto quer dizer que eles são mais
compridos do que largos. São classificados
como ossos longos o úmero, a ulna (cúbito), o
rádio, o fêmur, a tí a, a fíbula (perônio) e as
falanges.

Ossos Curtos: Ossos que não tem um eixo
longo, tais como aqueles do carpo (na mão) e
do tarso (no pé).

Ossos Planos: Os ossos um pouco delgados
que formam o teto da cavidade craniana e o
esterno são ossos planos (chatos ou
laminares).

Ossos Irregulares: Ossos de formas variadas
que não se encaixam em nenhuma dessas
categorias anteriores. Ossos do crânio, as
vértebras e alguns ossos da cintura escapular e
pélvica são exemplos de ossos irregulares.

Ossos sesamóides: Ossos que desenvolvem-
se na substância de certos tendões ou de
cápsula fibrosa que envolve certas
articulações. Ex. patela.

Ossos pneumáticos: Ossos que apresentam
uma ou mais cavidades revestidas de mucosa
e contendo ar. São representados por alguns
ossos do crânio: frontal, maxilar, temporal,
etmóide e esfenóide.

TERMOS ESTRUTURAIS COMUNS DO ESQUELETO

SUPERFÍCIES DE ARTICULAÇÀO

• Côndilo: uma projeção articular
grande arredondada (côndilo
femoral lateral).
• Cabeça: uma extremidade articular
proximal proeminente, arredondada
(cabeça do úmero).
• Face: uma superfície articular
achatada ou pouco profunda (face
costal de uma vértebra)

PROEMINÊNCIAS NÃO
ARTICULARES

• Processo: qualquer proeminência
centuada do osso (processo
mastóide).
• Tubérculo: um pequeno processo
arredondado (tubérculo menor do úmero).
Tuberosidade: um grande processo
áspero (tuberosidade da tíbia).


Trocanter:
processo maciço
encontrado apenas no fêmur
(trocanter menor do fêmur).
• Espinha: processo agudo e fino
(espinha da escápula).
• Crista: projeção em aresta estreita
(crista ilíaca do osso do quadril
• Epicôndilo: projeção acima do
côndilo (epicôndilo lateral do
fêmur).

DEPRESSÕES E ABERTURAS

• Fossa: uma —vala“ rasa (fossa
supra-espinhal).
• Sulco: goteira que acomoda um
vaso, nervo ou tendão (sulco do
nervo ulnar).
• Fissura: abertura em fenda estreita
(fissura orbitária superior do osso
esfenóide).
• M eato ou Canal: passagem tubular
(meato acústico externo).
• Alvéolo: soquete ou escavação
profunda (alvéolos dentários da
mandíbula).
• Forame: abertura circular que
atravessa o osso (forame nutricium).
• Seio: cavidade ou espaço oco (seio
maxilar)
• Fóvea: pequena cavidade ou
depressão (fóvea da cabeça do
fêmur).


DIVISÕES DO ESQUELETO

O esqueleto humano consiste de 206 ossos.
Os ossos podem ser agrupados no esqueleto
axial e no esqueleto apendicular.

ESQUELETO AXIAL: Está localizado no
sentido longitudinal e mediano corpóreo. É
composto por ossos do esqueleto cefálico, do
tórax e da coluna vertebral.
Cabeça 29
Coluna vertebral e sacro 26
Tórax (costelas e esterno) 25

ESQUELETO APENDICULAR: Compreende a cintura escapular,
formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos
(da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou antesriores e inferiores ou posteriores).










Tronco encefálico
é o segmento do encéfalo que está dividido em bulbo, ponte e mesencéfalo.

BULBO RAQUIDIANO
ou medula oblonga é o segmento mais caudal do tronco encefálico. Relaciona-se superiormente com a ponte através do sulco bulbo pontíneo e inferiormente com a medula pela decussação das pirâmides. Devemos identificar: Fissura mediana anterior e em seu término o forame cego, pirâmides, Olivas (lateralmente as pirâmides) área retro-olivar, fascículos grácil (medialmente) e cuneiforme (lateral), Sulco mediano posterior, Sulco intermédio posterior, porção aberta que participa do soalho do quarto ventrículo e porção fechada (na face posterior).
Identificar as emergências de nervos: XII par, nervo hipoglosso, emerge do sulco lateral anterior, XI par, nervo acessório, emerge da porção mais inferior do sulco lateral anterior, X par, nervo vago, emerge do sulco lateral posterior logo acima do glossofaríngeo e IX par, nervo glossofaríngeo, emerge da porção mais alta do sulco lateral posterior.









PONTE
: Segmento do tronco encefálico situado entre o mesencéfalo e o bulbo, se apresenta como uma faixa de disposição transversal. Identificar: Sulco basilar, na face anterior, ponte propriamente dita, porção central limitada pelas raízes direita e esquerda do V par, nervo trigêmeo, braços da ponte ou pedúnculos cerebelares médios. Emergência de nervos: VIII par, nervo estato-acústico, também chamado de vestíbulo coclear, emerge do sulco bulbo pontíneo, VII par, nervo facial, emerge do sulco bulbo-pontíneo entre os nervos vestíbulo coclear e abducente, VI par, nervo abducente, emerge do sulco bulbo-pontíneo medialmente a fissura mediana anterior e V par, nervo trigêmeo, emerge da face anterior no limite entre ponte p.p. dita e braços da ponte.




IV VENTRÍCULO, de formato losangular. Identificar os seguintes acidentes anatômicos: Colículo facial - relevo arredondado situado na eminência medial, Trígono do hipoglosso - relevo triangular situado na porção caudal da eminência medial, Trígono do vago - relevo triangular situado lateralmente à fóvea inferior, Área vestibular - grande área triangular lateralmente ao sulco limitante, Funículo separans - crista oblíqua situada latero inferiormente ao trígono do vago, Área postrema - região situada latero inferiormente ao funículo separans, Estrias medulares - cordões de fibras nervosas que cruzam a área vestibular em direção ao sulco mediano e Lócus cerúleos - área escura situada superiormente a fóvea superior.
No teto do IV ventrículo identificar: Fastigium - ângulo formado pelas porções cranial e caudal do teto.
Tênias - formações presentes na porção caudal e Óbex - área triangular presente no ângulo caudal na junção com as tênias.
MESENCÉFALO é a porção cranial do tronco encefálico, atravessado pelo aqueduto cerebral que vai comunicar o III com o IV ventrículo. Devemos idnetificar: pedúnculos cerebrais, fossa inter-peduncular, em cujo fundo observa-se a substância perfurada posterior. No teto identificamos os dois colículos superiores e dois inferiores que estão separados por dois sulcos, um vertical e outro horizontal em forma de cruz.
Sulco lateral - de direção longitudinal na face lateral de cada pedúnculo, Sulco medial - de direção longitudinal na face medial de cada pedúnculo.
Emergência de nervos: IV par, nervo troclear, emerge na face dorsal do mesencéfalo imediatamente abaixo de cada colículo quadrigêmeo inferior, III par, nervo óculo motor, emerge do sulco medial de cada pedúnculo (fossa inter-peduncular).
CEREBELO desempenha funções relacionadas ao equilíbrio, postura e coordenação dos movimentos voluntários. Está dividido em vermis, que é a porção mediana ímpar e em hemisférios que são as partes laterais volumosas. Em sua estrutura temos: Corpo medular do cerebelo, córtex cerebelar e Núcleos cinzentos, presentes no interior da substância branca denominados de denteado, embuliforme, globoso e fastigial.










Sistema Neural
Iniciamos o estudo pela MEDULA ESPINHAL: Identifique sua forma cilíndrica achatada no sentido antero-posterior, em sua extensão apresenta as intumescências cervical e lombar, conseqüente ao acúmulo de neurônios nessas regiões que vão formar os nervos dos membros superiores e inferiores. A extremidade inferior é afilada, correspondendo ao cone medular, de onde parte o filamento terminal. Identificar a cauda eqüina e estudar sua formação.





Identificar na face anterior da medula: Fissura mediana anterior e Sulcos laterais anteriores. Na face posterior da medula: Sulco mediano posterior, Sulcos laterais posteriores, Sulcos intermédios, Funículos anteriores (entre a fissura mediana anterior e os sulcos laterais anteriores), Funículos laterais (entre o lateral anterior e posterior) e Funículos posteriores (entre o sulco mediano posterior e os laterais sendo dividido pelo sulco intermédio em fascículo grácil, que é medial, e cuneiforme, que é lateral).
Lembrar que a substância branca é periférica e a cinzenta é central, se seccionarmos transversalmente a medula veremos que tem a forma da letra H onde de cada lado encontramos: coluna anterior que é mais volumosa e arredondada, constituindo a porção motora, coluna posterior, menos volumosa e afilada onde encontramos os neurônios sensitivos e a coluna lateral, com os corpos celulares dos neurônios motores vegetativos do sistema simpático, está presente apenas na região torácica e na porção mais alta da região lombar. As colunas de um mesmo lado são unidas pela comissura cinzenta intermédia (haste do H) percorrida no centro pelo conduto central da medula ou conduto ependimário.
Em cada segmento medular e de cada lado da medula os filamentos radiculares formam as raízes dos nervos, a raiz ventral (motora e eferente) emerge do sulco lateral anterior e conecta com a coluna anterior (substância cinzenta), a raiz dorsal (sensitiva e aferente) emerge do sulco lateral posterior e conecta com a coluna posterior, essas raízes se unem lateralmente ao gânglio da raiz dorsal, e forma o tronco de cada nervo espinhal.
Os envoltórios da medula espinhal são: dura-máter (paquimeninge), lateralmente a dura-máter emite prolongamentos que são os manguitos que protegem as raízes nervosas, aracnóide (leptomeninge) é a camada média e a pia-máter, a camada mais interna. Os espaços meníngeos: Epidural ou extra-dural, entre a dura-máter e o periósteo do conduto vertebral onde se introduz a anestesia peri-dural; sub-dural, entre a dura-máter e a aracnóide e subaracnóideo, entre a aracnóide e a pia-máter, onde se introduz a anestesia raquidiana.




SISTEMA MUSCULAR
Devemos recordar a organização dos músculos: cada fibra é envolvida por uma bainha conjuntiva denominada endomísio, os fascículos são envolvidos pelo perimísio e o músculo pelo epimísio.









Identificar a porção carnosa ou ventre e a tendinosa que pode ser tendão e aponeurose.
Identificar o músculo em relação ao número de ventre: univentre, digástrico e poliventre ou poligástrico.
Quanto à inserção das fibras musculares pode ser: PARALELA OU CABO A CABO, FUSIFORME ou PENIFORMES que podem ser uni ou bi penados.
Quanto ao número de cabeças os músculos podem ser uníceps, bíceps, tríceps e quadríceps.
Em relação ao número de caudas (porção distal) podem ser unicaudados, bicaudados, tricaudados e policaudados.
Dentre os ANEXOS MUSCULARES podemos identificar a Fáscia que é uma Bainha de tecido conjuntivo que envolve grupos musculares protegendo-os e direcionando seus movimentos.


Nas junturas CARTILAGINOSAS, SINCONDROSES o tecido interposto é de natureza cartilaginosa e podem ser: SINCONDROSE PRÓPRIAMENTE DITA, tendo como exemplo os discos epifisários e as SÍNFISES, também chamadas de anfiartroses, encontradas nos discos intervertebrais e na sínfise púbica.




As junturas SINOVIAIS ou DIARTROSES são articulações móveis que permitem movimentos amplos. Sua estrutura é complexa e devemos identificar: Cavidade articular - onde encontramos a sinóvia, membrana sinovial que forra internamente a cavidade articular, superfícies ósseas articulares, cartilagem articular, que reveste a superfície óssea articular e a cápsula articular. Nas diartroses devemos identificar formações fibrocartilaginosas que são: Lábios (orlas ou rodetes) comumente encontrados na articulação escapulo-umeral como é o caso do lábio glenoidal; discos, encontrados nas articulações cláviculo-esternal e temporo-mandibular, e meniscos, encontrados nas articulações dos joelhos, descrevem a forma de meia lua.
Devemos identificar ainda os ligamentos extra-articulares como o ligamento colateral fibular e o ligamento colateral tibial e os ligamentos presentes na cavidade articular: ligamento cruzado anterior e posterior.
















SISTEMA ARTICULAR

Devemos rever o conceito as funções e a classificação das articulações.
Iniciar pelo estudo das ARTICULACÕES FIBROSAS ou SINARTROSES que podem ser suturas, sindesmoses e gonfoses. Identificar as suturas que são as articulações encontradas na cabeça sendo denominadas de acordo com a aparência das peças ósseas interpostas: Serrátil, escamosa, Esquindilese e Plana. A GONFOSE é a articulações dos dentes com os alvéolos das maxilas e mandíbula.











  • ANATOMIA HUMANA

    1 INTRODUÇÀO


    CONCEITOS:

    É o estudo da estrutura de um organismo e
    das relações entre suas partes (SPENCE,
    1991).

    É ciência que estuda, macro e
    microscopicamente, a constit ção e o
    desenvolvimento dos seres organizados
    (DANGELO E FATTINI, 1995).

    Anatomia macroscópica é o estudo da
    morfologia por meio de dissecação a olho nu
    ou com pequeno aumento, tal como o de uma
    lente manual. O estudo da anatomia
    microscópica é o estudo da estrutura com o
    auxílio de um microscópio (GRAY, 1988).


    VARIAÇÀO ANATÓMICA NORMAL:

    • Diferença na constituição morfológica
    entre indivíduos
    • Fatores gerais de variação
    • Idade
    • Sexo
    • Raça

    Bióti
    • Longilíneos
    • Brevilíneos
    • Mediolíneos

    • Evolução


    POSIÇÀO ANATÓMICA:

    • Posição padronizada para o estudo
    • A posição anatômica é obtida quando
    o corpo está ereto, pés unidos,
    membros superiores colocados ao lado
    do corpo, palmas das mãos voltadas
    para frente, dedos estendidos,
    polegares afastados do corpo.

    e supinação


    TERMOS DE DIREÇÀO:

    • Os termos usados para indicar direção
    são considerados aos pares, cada um
    indicando uma direção oposta

    • Anterior (ventral) - refere-se à frente
    do corpo

    • Posterior (dorsal) - refere-se à parte
    posterior, o dorso

    • Superior (cranial) - significa voltado
    para a cabeça

    • Inferior (caudal) - significa afastado
    da cabeça

    • M edial œ voltado para o plano
    mediano do corpo

    • Lateral œ afastado do plano medial do
    corpo

    • Proximal œ mais próximo de qualquer
    ponto de referência

    • Distal œ afastado de qualquer ponto de
    referência

    • Superficial œ localizado próximo ou
    na superfície do corpo

    • Profundo œ localizado mais afastado
    ou mais profundamente da superfície
    do corpo do que as estruturas
    superficiais


    TERMOS REGIONAIS:

    • Os termos regionais referem-se às
    partes específicas do corpo
    • Cervical: refere-se ao pescoço
    • Torácica: região do corpo entre o
    pescoço e o abdome
    • Lombar: região do dorso entre o
    tórax e a pelve
    • Sacral: a região mais inferior do
    tronco, logo acima das nádegas
    • Plantar: a sola do pé; o —peito“ do pé
    é a face dorsal
    • Palmar: a face anterior da mão; a face
    posterior é a face dorsal
    • Axila: a depressão situada na face
    inferior da região de união entre o
    membro superior e o tronco
    • Virilha: junção entre a coxa e a
    parede abdominal
    • Braço: o segmento do membro
    superior entre o ombro e o cotovelo
    • Antebraço: o segmento do membro
    superior entre o cotovelo e o pulso
    • Coxa: segmento do membro inferior
    entre o quadril e o joelho
    • Perna: segmento entre o membro
    inferior entre o joelho e o tornozelo

CAVIDADES DO CORPO:

O corpo contém duas cavidades
principais, conhecidas como
paquímero visceral e paquímero
neural.

  • Dorsal (posterior)
  • Cavidade craniana œ aloja o encéfalo
  • Cavidade vertebral œ que contém a medula
  • Ventral (anterior)
  • Cavidade torácica
  • Cavidade abdominal

PLANOS, EIXOS E MOVIMENTOS DO
CORPO:


No estudo da anatomia é comum visualizar
o corpo cortado ou seccionado em vários planos
de referência. Três planos cardinais
imaginários dividem o corpo em três
dimensões, são os planos de secção. Temos
ainda os planos de delimitação do corpo
humano, que são tangentes à superfície
corpórea.

  • PLANOS DE SECÇÀO:

    • Plano longitudinal ou plano sagitalmediano: divide o corpo verticalmente em metades direita e
    esquerda.
    • Plano frontal ou coronal: divide o
    corpo em metades anterior e posterior.
    • Plano transversal (transverso) ou
    horizontal: divide o corpo em
    metades superior e inferior.


    PLANOS DE DELIMITAÇÀO:

    • Plano ventral ou anterior
    • Plano dorsal ou posterior
    • Planos laterais direito e esquerdo
    • Plano cranial ou superior
    • Plano podálico ou inferior


    EIXOS:

    São linhas imaginárias traçadas no
    indivíduo considerado incluído em um
    paralelepípedo.
  • Eixo sagital, antero-posterior,
    unindo o centro do plano ventral ao
    centro do plano dorsal. É um eixo
    héteropolar pois suas extremidades
  • Eixo longitudinal, crânio-caudal,
    unindo o centro do plano cranial ao
    centro do plano podálico. É
    héteropolar.
  • Eixo transversal, látero-lateral,
    unindo o centro do plano lateral
    direito ao centor do plano lateral
    esquerdo. Este é homopolar pois suas
    extremidades tocam em pontos
    correspondentes do corpo.
    MOVIMENTOS:

    • Flexão, extensão, hiperextensão,
    dorsiflexão e flexão plantar: ocorrem
    no plano sagital com eixo frontal
    • Abdução, adução, flexão lateral,
    elevação, flexão radial e ulnar:
    ocorrem no plano frontal com eixo
    sagit


    • Rotação medial e lateral, eversão e
    inversão, supinação e pronação,
    abdução e adução horizontal (coxa e
    braço): ocorrem no plano transverso
    com eixo vertical
    • *Circundução: combina flexão,
    extensão, abdução e adução em uma
    articulação. Ocorre no plano diagonal
    (plano de movimento orientado
    obliquamente aos planos tradicionais).

    corpo cortado ou seccionado em vários planos
    de referência. Três planos cardinais
    imaginários dividem o corpo em três
    dimensões, são os planos de secção. Temos
    ainda os planos de delimitação do corpo
    humano, que são tangentes à superfície
    corpórea.

    2. SISTEMA ESQUELÉTICO

    O esqueleto humano é um endoesqueleto œ
    isto é, está colocado entre os tecidos moles do
    corpo. É uma estrutura viva capaz de crescer,
    se adaptar e se reparar.


    FUNÇÕES DO ESQUELETO:

    O esqueleto desempenha várias importantes
    funções: suporte, movimento, proteção,
    estoque de minerais e formação de células do
    sangue (hemopoiese).

    Suporte: o esqueleto atua como arcabouço do
    corpo, dando suporte aos tecidos moles e
    promovendo pontos de fixação para a maioria
    dos músculos.

    M ovimento: Pelo fato de muitos músculos
    estarem fixados ao esqueleto, e muitos ossos
    se relacionarem (articularem) por articulações
    móveis, o esqueleto desempenha um papel
    importante na determinação do tipo e
    extensão do movimento que o corpo é capaz
    de fazer.

    Proteção: O esqueleto protege de lesões
    muitos órgãos vit s internos. Através de sua
    estrutura aloja e protege o cérebro, medula,
    órgãos torácicos, bexiga e órgãos
    reprodutores.

    Reserva de Minerais: Cálcio, fósforo, sódio,
    potássio e outros minerais são estocados nos
    ossos do esqueleto. Estes minerais podem ser
    mobilizados e distribuídos pelo sistema
    vascular sangüíneo para outras regiões
    conforme sejam requeridas pelo corpo.




    Hemopoiese (formação de células do
    sangue): Após o nascimento, a medula óssea
    vermelha de certos ossos produz as células
    sangüíneas encontradas no sistema
    circulatório.


    CLASSIFICAÇÀO DOS OSSOS:

    Ossos Longos: A maioria dos ossos dos
    membros superiores e inferiores têm um eixo
    longo, isto quer dizer que eles são mais
    compridos do que largos. São classificados
    como ossos longos o úmero, a ulna (cúbito), o
    rádio, o fêmur, a tí a, a fíbula (perônio) e as
    falanges.

    Ossos Curtos: Ossos que não tem um eixo
    longo, tais como aqueles do carpo (na mão) e
    do tarso (no pé).

    Ossos Planos: Os ossos um pouco delgados
    que formam o teto da cavidade craniana e o
    esterno são ossos planos (chatos ou
    laminares).

    Ossos Irregulares: Ossos de formas variadas
    que não se encaixam em nenhuma dessas
    categorias anteriores. Ossos do crânio, as
    vértebras e alguns ossos da cintura escapular e
    pélvica são exemplos de ossos irregulares.

    Ossos sesamóides: Ossos que desenvolvem-
    se na substância de certos tendões ou de
    cápsula fibrosa que envolve certas
    articulações. Ex. patela.

    Ossos pneumáticos: Ossos que apresentam
    uma ou mais cavidades revestidas de mucosa
    e contendo ar. São representados por alguns
    ossos do crânio: frontal, maxilar, temporal,
    etmóide e esfenóide.

    TERMOS ESTRUTURAIS COMUNS DO ESQUELETO

    SUPERFÈCIES DE ARTICULAÇÀO

    • Côndilo: uma projeção articular
    grande arredondada (côndilo
    femoral lateral).



    • Cabeça: uma extremidade articular
    proximal proeminente, arredondada
    (cabeça do úmero).
    • Face: uma superfície articular
    achatada ou pouco profunda (face
    costal de uma vértebra)


    PROEMINÊNCIAS NÃO
    ARTICULARES

    • Processo: qualquer proeminência
    centuada do osso (processo
    mastóide).
    • Tubérculo: um pequeno processo
    arredondado (tubérculo menor do úmero).
    Tuberosidade: um grande processo
    áspero (tuberosidade da tíbia).


Trocanter:
processo maciço
encontrado apenas no fêmur
(trocanter menor do fêmur).
• Espinha: processo agudo e fino
(espinha da escápula).
• Crista: projeção em aresta estreita
(crista ilíaca do osso do quadril
• Epicôndilo: projeção acima do
côndilo (epicôndilo lateral do
fêmur).

DEPRESSÃES E ABERTURAS

• Fossa: uma —vala“ rasa (fossa
supra-espinhal).
• Sulco: goteira que acomoda um
vaso, nervo ou tendão (sulco do
nervo ulnar).
• Fissura: abertura em fenda estreita
(fissura orbitária superior do osso
esfenóide).
• M eato ou Canal: passagem tubular
(meato acústico externo).
• Alvéolo: soquete ou escavação
profunda (alvéolos dentários da
mandíbula).
• Forame: abertura circular que
atravessa o osso (forame nutricium).
• Seio: cavidade ou espaço oco (seio
maxilar)
• Fóvea: pequena cavidade ou
depressão (fóvea da cabeça do
fêmur).


DIVISÕES DO ESQUELETO

O esqueleto humano consiste de 206 ossos.
Os ossos podem ser agrupados no esqueleto
axial e no esqueleto apendicular.



ESQUELETO AXIAL:

esta localizado no
sentido longitudinal e mediano corpóreo. É
composto por ossos do esqueleto cefálico, do
tórax e da coluna vertebral.
Cabeça 29
Coluna vertebral e sacro 26
Tórax (costelas e esterno) 25


































































ESQUELETO APENDICULAR:
é formado por ossos que ficam pendentes ao longo do tronco, ou seja, ossos dos membros superiores
e inferiores. Compondo o esqueleto apendicular, temos ainda o esqueleto das cinturas, que são componentes osso que fixam
os esqueletos apendicular superior e inferior ao esqueleto axial. (BRANDÀO, 2004)
Cintura Escapular 4
Membros Superiores 60
Cintura Pélvica 2
Membros Inferiores 60


ESQUEMA DO CRESCIMENTO ÓSSEO


Os ossos são compostos por uma matriz intercelular que é formada por dois componentes:
a. um arcabouço orgânico, constituído de fibras colágenas entremeadas em uma substância fundamental homogênea.
b. sais inorgânicos, principalmente cálcio
e fósforo.

FATORES QUE AFETAM O CRESCIMENTO ÓSSEO


Pressão


- Hormônios (paratireóide -
parato-
hormônio/osteclastos) (tireóide - calcitonina/osteoblastos)

• Nutrição œ Vitamina D œ necessária para a absorção de cálcio da corrente sangüínea.


TIPOS DE FRATURAS

As fraturas são nomeadas de acordo com as várias condições do local da fratura.

Fratura Simples: as extremidades quebradas do osso não se exteriorizam através da pele;

Fratura Composta (fratura exposta): as extremidades quebradas do osso atravessam a pele;

Fratura Cominutiva: o osso é quebrado em vários fragmentos que permanecem no local
da fratura;

Fratura com Afundamento: a região fratura
é comprimida para dentro. Ex. fratura do crânio;


CONSOLIDAÇÀO DAS FRATURAS

As fraturas ficam sujeitas a três mudanças progressivas durante o processo de consolidação:
• formação do pró-calo
• calo cartilaginoso
• formação de calo ósseo


CONDIÇÕES DE IMPORTÂNCIA
CLÍNICA

CALCIFICAÇÀO METASTÊTICA: decomposição de cálcio em tecidos onde ele não é usualmente encontrado. São níveis de cálcio elevados no sangue (doenças descalcificantes ou hormônios da paratireóide aumentados).

OSTEOPOROSE: ou osso poroso é uma condição comum em pessoas idosas. Também ocorre em ossos dos membros paralisados ou imobilizados. É o resultado da redução gradual na taxa de formação de osso, enquanto a taxa de reabsorção óssea permanece normal, levando o osso a tornar-se poroso e frágil.


EFEITOS DO ENVELHECIMENTO NO SISTEMA ESQUELÉTICO: a perda óssea é
o maior efeito do envelhecimento, sendo mais severa nas mulheres do que nos homens. Nas mulheres o cálcio fixado nos ossos reduz a partir dos 40 anos (28% até 70 anos). Os homens, geralmente, começam a perder cálcio
a partir dos 60 anos. Essa perda pode resultar em osteoporose.


3 ARTICULAÇÕES

Vários critérios podem ser usados para classificar o grande número de articulações do corpo. Os mais usados são: (1) de acordo com
o tecido que conecta as articulações e (2) de acordo com os movimentos realizados pelas articulações.

Articulações Fibrosas (Sinartroses: syn=junto com; arthron=articulação): articulações nas quais os ossos são mantidos juntos firmemente por tecido conjuntivo fibroso. São articulações imóveis.

Suturas: têm menos tecido conjuntivo do que
as sindesmoses e se dividem em três grupos, de acordo com a forma das superfícies ósseas articulares: sutura plana, sutura serrátil e
sutura escamosa.








Sindesmoses: possuem uma grande quantidade de tecido conjuntivo que podem formar ligamento interósseo ou membrana interóssea. Interposição de ligamentos. Ex.: articulação entre as extremidades distais entre
a tíbia da fíbula. (Di Dio, 1998)

Gonfoses: é uma articulação fibrosa onde observamos a implantação dos dentes nos seus respectivos alvéolos presentes na maxila
e mandíbula.

Gonfoses: é uma articulação fibrosa onde observamos a implantação dos dentes nos seus respectivos alvéolos presentes na maxila
e mandíbula.
Sínfise: superfícies articulares dos ossos cobertas por fina camada de cartilagem hialina. Ex.: união dos ossos púbicos e articulações de vértebras adjacentes.


Articulações Sinoviais (Diartroses: diarthosis=articulação móvel): se caracterizam por um tecido conjuntivo vascular, que forma uma membrana sinovial. Esta secreta sinovia, um liquido que se encontra no interior da cavidade articular, para lubrificar a articulação. Outras características deste tipo de articulação:

Movimentam-se livremente. O movimento é limitado somente por ligamentos, músculos, tendões e ossos adjacentes.
Presença de uma cavidade articular que pode ser parcial ou completamente dividida por um menisco ou um disco.
Possuem uma cápsula articular, isto é, uma camada espessa de tecido conjuntivo fibroso
(membrana fibrosa), que mantém juntas as extremidades dos ossos articulantes. Espessamentos de cápsula articular ou ligamentos.
As superfícies articulares dos ossos são cobertas por uma camada fina de cartilagem hialina.
Algumas articulações apresentam músculo articular especial inserido na lâmina fibrosa
da casula articular e que age, sobre a membrana sinovial, como o músculo articular do joelho. (Di Dio, 1998)


Articulações Não-Axiais

Articulações planas (deslizantes): são formadas principalmente por superfícies achatadas e encurvadas. Ex.: processos articulares das vértebras e a maioria dos ossos carpais e tarsais.

Articulações Uniaxiais

Gínglimo œ Dobradiça: nesse tipo de articulação as superfícies têm uma tal forma que permitem apenas movimentos de flexão e extensão. Ex.: Articulação do cotovelo, joelho
e interfalangeanas dos pés e das mãos.

Trocóide œ Pivô: o único movimento permitido nesta articulação é a rotação ao redor de um eixo longitudinal do osso. Ex.: rotação da primeira vértebra cervical (atlas) sobre a segunda (áxis) e as articulações entre
as articulações proximais entre o rádio e a ulna.

Articulações Biaxiais
Elipsóide œ Condilar: possuem uma superfície articular levemente côncava e outra ligeiramente convexa, permitindo movimentos em dois planos perpendiculares entre si. Movimentos: flexão, extensão, abdução, adução e circundução. Ex.: articulações metacarpofalangeanas e metatarsofalangeanas, articulações entre o rádio e o carpo.
Selar: permitem os mesmos movimentos das elipsóides. A superfície articular de cada osso
é côncava em uma direção e convexa na outra. A única articulação selar verdadeira do corpo é a articulação carpometacárpica do polegar.
Articulações Triaxiais
Esferóide œ cotilóide: são formadas por uma
cabeça esférica de um osso contrapondo-se a uma cavidade em forma de taça do outro. Tais articulações permitem movimento ao redor de três eixos. Além da flexão, extensão, abdução, adução e circundução, as articulações esferóides permitem rotação medial e lateral. Ex.: articulação do ombro e quadril.

LIGAMENTOS

Os ligamentos desempenham um papel importante na manutenção da posição apropriada dos ossos que se articulam nas articulações sinoviais, ao mesmo tempo em que permitem movimentos relativamente livres das articulações.

LIGAMENTOS DE ARTICULAÇÃES
IMPORTANTES
Ligamentos da Coluna VertebralLigamentos da Articulação Clavicular
• Esternoclavicular
• Acromioclavicular
• Ligamentos da Articulação do Ombro
• Ligamentos da Articulação do
Cotovelo
• Ligamentos da Articulação do Pulso
• Ligamentos da Articulação do Quadril
• Ligamentos da Articulação do Joelho
Ligamentos da Articulação do
Tornozelo - Talocrural

BOLSAS SINOVIAIS E BAINHAS DOS
TENDÕES

Ambas as estruturas contêm líquido sinovial e servem para reduzir o atrito durante o movimento entre uma estrutura œ como a pele, músculos, tendões ou ligamentos - e o osso.

Bolsas Sinoviais: São pequenos —sacos“ revestidos com membranas sinoviais e agem como —almofadas“ entre as estruturas que elas separam. A maioria das bolsas sinoviais está localizada entre os tendões e o osso.

Bainhas dos Tendões: São encontradas onde
os tendões atravessam articulações e onde, sem as bainhas, os tendões estariam sujeitos à constante atrito contra os ossos, como no pulso e nos dedos. São —sacos“ sinoviais cilíndricos e envolvem os tendões em parede dupla, cheia de líquido, para que os tendões possam deslizar.

CONDIÇÃES DE IMPORTÂNCIA
CLÍNICA

ENTORSES: São resultados de uma torção ou alongamento exagerado da articulação o que faz com que um ligamento possa se romper ou se separar de sua fixação óssea.

LUXAÇÃES: Quando as superfícies articulares dos ossos são violentamente deslocadas, ocorre uma luxação.

BURSITE: Quando uma ou mais das bolsas sinoviais que rodeiam uma articulação tornam-se inflamadas. Esta perturbação pode resultar de lesão, peso excessivo ou infecção. As bolsas se enchem excessivamente de líquido sinovial, causando desconforto e limitando o movimento da articulação afetada.

TENDINITE: É uma inflamação das bainhas dos tendões que rodeiam uma articulação. A condição é geralmente caracterizada por uma sensibilidade local no ponto da inflamação e
ANATOMIA HUMANA Ms. Douglas José Nogueira
por uma dor severa quando se movimenta a articulação afetada. Pode resultar-se de trauma ou uso excessivo.

HÉRNIA DE DISCO: O núcleo pulposo semisólido do disco intervertebral é pressionado para um dos lados do disco. Isto pode resultar num trauma ou numa distribuição imprópria do peso ao longo da coluna vertebral que leva a uma postura inadequada ou a deformidade nas vértebras.

LESÃES DOS MENISCOS
(fibrocartilagem): Mudanças súbitas de direção durante a sustentação do peso do corpo podem fazer com que os meniscos se
rompam. Dor intensa e inchaço na articulação.

ARTRITE: Inflamação das articulações. Osteatrite: É a mais comum das artrites e é uma inflamação crônica que faz com que a cartilagem articular se degenere gradativamente.
Artrite Reumatóide: A membrana sinovial inflamada desenvolve um tecido anormal chamado —pannus“ na superfície articular. Artrite Gotosa (Gota): Acúmulo de cristais nas articulações e nos tecidos moles que as envolvem. Ocorre inflamação que eventualmente pode erodir a cartilagem articular e o osso subjacente, provocando dor intensa e imobilidade da articulação (excesso
de ácido úrico ou incapacidade de excretá-lo œ formação de cristais de urato de sódio).





4 SISTEMA MUSCULAR

O tecido muscular constitui cerca de metade do peso total do corpo. A maior parte da forma do corpo é devida aos numerosos músculos presos ao esqueleto e subjacentes à pele. Outros músculos estão localizados nas paredes dos órgãos ocos e nos vasos sangüíneos.
As células musculares são importantes em atividades tais como o movimento de várias partes do corpo, a alteração dos diâmetros dos tubos do corpo, a propulsão de materiais através do corpo e expulsão de resíduos do corpo. Além disso a contração dos músculos.

TIPOS DE MÚSCULOS

Músculo esquelético: como o nome já indica,
a maioria dos músculos esqueléticos estão fixados aos ossos do esqueleto. As contrações do músculo esquelético exercem força nos ossos e então eles se movem. São os únicos músculos voluntários do corpo. Também chamado de estriado por exibir ao microscópio bandas transversas alternadamente claras e escuras, dando-lhe um aspecto estriado.

Músculo liso: é também chamado de músculo visceral porque é encontrado nas paredes dos órgãos ocos e tubulares como o estômago, os intestinos e vasos sangüíneos. É involuntário
e suas ações governam o movimento de materiais através dos sistemas de órgãos do corpo.

Músculo cardíaco: é um tipo especializado de músculo que forma a parede do coração. Ele é involuntário, como o músculo liso, e estriado como o esquelético.


MÚSCULOS ESQUELÉTICOS E NOME
AÇÀO


Há cerca de 600 músculos no corpo humano e vários critérios são usados para dar nome aos mesmos; cada um deles descreve uma característica particular do músculo nomeado, tal como a forma, a ação e localização.

Forma: os nomes de alguns músculos incluem referências à sua forma. Ex.: os músculos trapézios têm a forma trapezóide e os músculos rombóides lembram um losango.

Ação: vários músculos incluem referências à ações; pelo uso de termos flexor, extensor, adutor ou pronador. Ex.: o flexor radial do

corpo flexiona a mão e o extensor longo dos dedos estende os dedos do pé.

Localização: é possível localizar certos músculos pelos seus nomes. Ex.: os músculos intercostais estão localizados entre as costelas
e os músculos tibiais anteriores estão localizados ao longo da margem anterior da tíbia.

Fixações: as fixações de um músculo no esqueleto são incluídas em alguns nomes. Ex.:
o músculo esternocleidomastóideo tem origem no esterno e na clavícula e se insere no processo ou parte mastóide do osso temporal; os músculos coracobraquiais têm suas origens nos processos coracóides das escápulas e se inserem em cada braço.

Número de divisões: alguns músculos são separados em duas, três ou quatro divisões, e isto é indicado em seus nomes. Ex.: os músculos do bíceps do braço tem duas divisões, os tríceps do braço tem três divisões
e os músculos quadríceps da coxa tem quatro.

Relações de tamanho: os termos referentes ao tamanho estão freqüentemente incluídos nos nomes dos músculos. Ex.: glúteo máximo
e mínimo (respectivamente grande e pequeno), fibular longo e fibular curto
(respectivamente longo e curto).

OBS.: Em muitos casos os nomes dos músculos incluem mais de um desses critérios.


FORMA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO

O arranjo dos feixes das fibras musculares varia nos diferentes músculos esqueléticos.

Longitudinal: os fascículos correm ao longo do eixo do músculo, formando músculos em forma de tira ou fita. Tais músculos produzem considerável movimento, porém pouca potência.

Unipenado: quando os fascículos se inserem de um só lado do tendão (inserem-se
diagonalmente no tendão). Produzem menos movimento e maior potência.

Bipenado: tem os seus fascículos inserindo- se obliquamente de ambos os lados do tendão.

Multipenado: tem um arranjo complexo que envolve a convergência de vários tendões.

Triangular: os fascículos convergem de uma larga origem para um estreito e único tendão
(em forma de leque œ triangular). Ocorre em poucos músculos.
FIXAÇÕES DOS MÚSCULOS
ESQUELÉTICOS

Os músculos esqueléticos estão ancorados ao
do endomísio,
Estes tecidos conjuntivos continuam-se para além da extremidade do músculo e ou se fixam diretamente no periósteo do osso.

Tendão: quando a fixação proximal do músculo se constitui numa forte conexão fibrosa que se torna contínua com o periósteo.

Aponeuroses: tendões que assumem a forma de bainhas delgadas e achatadas.

Origem: nome específico dado a fixação situada na extremidade menos móvel e geralmente proximal.
Inserção: nome específico dado a fixação situada na extremidade mais móvel e geralmente distal.


DICA IMPORTANTE: Um músculo é descrito como partindo da origem e terminando na inserção. A origem também pode ser alargada, começando em diversos locais de um osso ou mesmo de diversos ossos diferentes. A inserção, em contraste, tende a ser muito mais restrita. Quando um músculo esquelético se contrai ele se encurta, usando a articulação como um ponto de apoio para puxar a inserção para mais perto da origem.

ENVOLTÌRIOS DOS MÚSCULOS
ESQUELÉTICOS

Cada músculo é constituído por numerosas células musculares individuais, chamadas fibras musculares. Elas são unidas por bainhas de tecido conjuntivo chamadas de fáscias. A fáscia que envolve todo o músculo
é chamada de epimísio. Uma fáscia mais interna chamada de perimísio separa as fibras musculares em feixes denominados de fascículos. E cada fibra é envolvida por uma fáscia delgada denominada endomísio.


TIPOS DE CONTRAÇÃES
MUSCULARES


Contração concêntrica: O encurtamento do músculo durante a contração.

Contração excêntrica: O músculo se alonga ao se contrair (desenvolvendo tensão).

Contração isocinética: Contração na qual a tensão elaborada pelo músculo ao encurtar-se com uma velocidade constante é máxima durante toda a amplitude do movimento.

Contração isométrica (estática): Contração
na qual a tensão é desenvolvida, porém não se observa nenhuma mudança no comprimento do músculo.

Contração isotônica: Contração na qual o músculo se encurta com tesão variável ao levantar uma carga constante. Também
denominada contração dinâmica ou concêntrica.

CONDIÇÕES DE IMPORTÂNCIA
CLÍNICA œ MÚSCULOS
ESQUELÉTICOS

Atrofia muscular: redução do tamanho dos músculos devido a diminuição e morte de células musculares; pode ser generalizada ou localizada.

Câimbras: contrações musculares dolorosas involuntárias; demoram para relaxar; pode ser causada por baixo suprimento de oxigênio nos músculos, por estimulação do sistema nervoso, ou por exercícios pesados (devido aos baixos níveis de íons sódio e cloreto no
sangue œ perda através do suor).

Distrofia muscular: geneticamente transmitida œ enfraquecimento muscular progressivo devido à degeneração das células musculares, aumento do tecido conjuntivo ou substituição de células musculares por tecido adiposo.

Miastenia grave: condição crônica de extrema fraqueza muscular; devido a uma reação anormal do sistema imunitário causando interferência na transmissão do impulso nervoso ao nível da junção neuromuscular.

Efeitos de envelhecimento dos músculos esqueléticos: progressiva perda de massa muscular esquelética; substituição de músculo por gordura.